Bate-papo com o escritor Paulo Guerra

Oi, gente!

O Blog Da Literatura está fazendo parceria com mais um escritor! Dessa vez, estou aqui para apresentar a vocês o poeta Paulo Guerra

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Paulo Guerra é um jovem poeta de Jacareí/SP, autor da obra Grito. Quando recebi seu livro fiquei com certo receio pois sabemos que fazer poesia não é tarefa fácil aqui no Brasil, geralmente as pessoas interessam-se por outros gêneros e, além disso, é muito difícil encontrar bons poetas. No entanto, sua obra me surpreendeu (em breve publicarei a resenha) e afirmo que estou muito feliz por estar fazendo mais essa parceria. O Paulo Guerra é uma pessoa muito querida e se mostrou bastante disponível, inclusive, a responder algumas perguntas de uma entrevista que preparei para conhecê-lo melhor! 

Vamos ler a entrevista, então? 🙂

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1 – Como e quando foi o seu encontro com a poesia?

Meu encontro com a literatura veio por intermédio da música. Eu gostava muito de ouvir a banda The Doors, até que um dia eu ganhei da minha namorada o livro ‘Abismos’ do Jim Morrison, e assim acabei sendo conduzido ao mundo da poesia, da filosofia e das artes. A partir desse momento, descobri vários autores, tais como: o poeta Antonin Artaud, Gérard de Nerval, William Blake, Balzac, Baudelaire, Friedrich Nietzsche, entre outros.

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2 – Qual ou quais escritores exerceram influência na sua formação literária? E qual ou quais livros lhe transformaram?

Sem dúvida alguma, os escritores conhecidos como malditos foram os que mais me influenciaram. Como, por exemplo: Rimbaud, Conde de Lautréamont, François Villon e etc. Mas, depois de certo tempo, eu percebi que a poesia é semelhante ao vinho, para aperfeiçoar o paladar é preciso explorar as diversas opções apresentadas no cardápio. Sendo assim, hoje o meu repertório abrange dos gregos aos contemporâneos.

3 – De onde surgiu a ideia do livro “Grito”?

Os gregos diziam que quem compreende de fato um livro, escreve outro. Por conta desse pensamento, senti a necessidade de expressar tudo àquilo que estava engasgado em mim há muito tempo. Então o meu ‘Grito’ não é um grito de raiva, de rebeldia ou de revolta. Pelo contrário, é um grito que foi inspirado no titulo da obra do Rubem Alves, ‘ostra feliz não faz pérola’. Ou seja, a ostra para fazer a pérola precisa antes ter dentro de si um grãozinho de areia que a incomode, para transformar a dor e o sofrimento em pérola. O meu ‘Grito’ é portanto a transformação das minhas ideias em obra de arte, poesia.

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4 – Você acha que a internet tem contribuído para a difusão da poesia e o hábito de leitura?

A tecnologia nos engana muito, ela nos ilude facilmente. Pensamos no progresso tecnológico como sendo algo perfeito, sem margem para o erro. Mas, se observarmos com atenção, veremos logo de cara um fato importantíssimo: as pessoas que antigamente trabalhavam oito horas por dia, recebiam dois salários mínimos e utilizavam uma máquina de escrever. Hoje, trabalham oito horas por dia, recebem dois salários mínimos e utilizam um computador sofisticado. Ora, a tecnologia avança, mas a vida das pessoas, grosso modo, continua a mesma.

5 – Em entrevista dada ao Diário de Jacareí, você comenta sobre uma viagem a Buenos Aires como um dos momentos marcantes em sua trajetória literária. Conte-nos como essa experiência determinou sua poesia.

Na realidade, estudei durante um ano em uma Escola de Artes na Argentina, na cidade de Rosário, e foi nessa época que eu abri as portas da percepção e vi o mundo tal como ele é: infinito.

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6 – Como você se descreve antes e depois de se lançar como poeta? O que mudou? Conte-nos um pouco sobre isso.

Quando eu tinha aproximadamente 12 anos, costumava observar os adultos, os homens e as mulheres de 25, 30, 40 anos, e pensava comigo mesmo o que eu seria no futuro. Logicamente, eu não tinha a resposta. No entanto, eu sempre soube que o dia que eu encontrasse aquilo que eu realmente amasse, aquilo que eu realmente me identificasse, eu iria me entregar completamente, de corpo e alma, independentemente da opinião alheia ou das circunstâncias. Só que para se arriscar é preciso superar o medo, e a maioria das pessoas, não todas, mas a maioria das pessoas teme a mudança, teme tomar decisões arriscadas, teme a ação, preferem a segurança à liberdade. E isso é uma grande loucura, pois como já dizia Jim Morrison, o medo nada mais é do que um rosto na janela que se torna uma folha. Ou seja, quando estamos com medo e olhamos para a janela qualquer vulto parece ser algo tenebroso, sendo que na verdade nada mais é do que uma folha caindo lentamente até o chão. Por isso, não gosto de pensar que “me lancei” ou “me tornei” poeta, na verdade, a única coisa que eu decidi foi lutar por aquilo que eu realmente acredito.

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7 – Qual é a sua visão sobre a Poesia Brasileira atual?

A atual Poesia Brasileira é semelhante a um arco dourado que se estende longamente no intuito de arrojar sua flecha em direção da estrela mais longínqua.

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8 – Como é a sua rotina para escrever? Você tem um horário determinado, possui uma disciplina rígida, espera ter uma inspiração ou escreve quando surge uma oportunidade?

Escrevo todos os dias, como um louco.

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9 – Na sua opinião, qual o papel do poeta nos dias de hoje? Você acredita que o poeta deve trabalhar com a arte pela arte ou deve haver um engajamento social?

O mundo é um embate de forças e a arte é um meio utilizado pelo artista  para conquistar o poder, ou, em outras palavras, o aumento da potência de agir.

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10 – Fale um pouco sobre seus próximos projetos.

Além de escrever, ministro palestras sobre diversos assuntos, tais como: vida, morte, liberdade, amor, a busca pela identidade própria, literatura, filosofia, vocação, mudança, motivação e etc. Também estou escrevendo meu próximo livro, que apesar de ser outro gênero, a linguagem lírica será a mesma da minha primeira obra.

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Agora, umas perguntas rápidas:

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Um livro: Os Sete contra Tebas

Um escritor: Antonin Artaud

Um personagem literário: Guerreiro Pã

Um gênero literário: Aforismo

Um filme: O martírio de Joana D’arc

Uma música: Gloria, The Doors

Um hobby: Viajar

Um dia especial: Sábado

Um desejo: Escrever uma peça de teatro

 

Agradeço imensamente ao Paulo Guerra pela oportunidade e por ser parceiro do Blog Da Literatura. Desejo ao escritor enorme sucesso em seus novos projetos!
E para celebrar essa parceria, estamos promovendo na Fanpage do Blog Da Literatura uma promoção: um exemplar do livro “Grito”. Participe!!!

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Caso você queira saber um pouco mais sobre o trabalho de Paulo Guerra, acesse:

Fanpage: https://www.facebook.com/contatopauloguerra/timeline
Instagram: http://instagram.com/pauloguerragrito
Skoob: http://www.skoob.com.br/livro/406687-grito

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Eu adorei  a conversa que tive com o escritor, espero que vocês tenham gostado também! Em breve, teremos resenha! 😀

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assinatura ana karina

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