[Resenha] Por isso a gente acabou – Daniel Handler

Título: Por isso a gente acabou
Autor: Daniel Handler
Editora: Cia das Letras
Edição: 1º edição
Ano da edição: 2012
Número de páginas: 362

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Sinopse:

Por isso a gente acabou trata, com a comicidade típica de Daniel Handler, nome verdadeiro de Lemony Snicket, de uma situação difícil pela qual todos um dia irão passar: o fim de uma relação amorosa e toda a angústia, tristeza e incerteza que essa vivência pode gerar. 
Min Green e Ed Slaterton estudam na mesma escola e, depois de apenas algumas semanas de convívio intenso e apaixonado, acabam o namoro. Depois de sofrer muito, Min resolve, como marco da ruptura definitiva, entregar ao garoto uma caixa repleta de objetos significativos para o casal junto com uma carta falando sobre cada um desses objetos e do episódio que ele representou, sempre acrescentando, ao final, uma nova razão para o rompimento. Essa carta é o texto de Por isso a gente acabou, que é, assim, carregado de um tom informal e tragicômico – características da personagem – e traduz com um misto de simplicidade e profundidade a história de uma separação.

Imerso neste universo adolescente, o leitor conhecerá a divertida personalidade de Min, uma garota apaixonada por filmes cujo sonho é ser diretora de cinema, e as idas e vindas desse romance, desde o dia em que os dois conversaram pela primeira vez até o instante em que tudo acabou.

A artista Maira Kalman, autora de diversas capas da revista The New Yorker, ilustrou cada um dos objetos da narrativa, trazendo cor e descontração a esta história dolorida.

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Comentário pessoal

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Além de ser altamente doce sem ser enjoativo, Por isso a gente acabou torna-se um marco por mostrar a fragilidade dos relacionamentos atuais com pitadas de humor e paixão, onde a protagonista desajeitada – que poderia ser a próxima Ugly Betty – e apaixonada por cinema Min Green, se vê em um relacionamento com o garoto mais badalado da escola.

Até aí tudo bem, nada de muito diferente dos outros livros norte-americanos, em que as histórias apenas são adaptações do filme ‘Nunca fui beijada’. Porém este livro é diferente. Justamente por ser uma carta que justifica, ipsis literis, o término de seu relacionamento.

Começando do fim, pode ser a frase que define este romance jovem e altruísta.

Apaixonante desde a primeira descrição, Min Green é altamente concisa e decidida, além de ser detalhista e reunir em uma caixa todos os marcos de seu caso de amor com Ed Slaterton, que durou meras semanas. De forma cortante ela descreve a cada capítulo o que muitos casais vivem na prática: o findar de um relacionamento vem, literalmente, em doses homeopáticas e cada uma delas caídas de conta-gotas podem transbordar o copo.

A história é contada pelos itens dispostos na caixa azul mais marcante e bem desenhada que já vi. Cada um com uma parcela que explica o real motivo do término, que às vezes, lava-nos a rir, e outras vezes a refletir sobre nossas próprias decisões.

“[…] será um dos romances mais falados da literatura juvenil. Uma história comovente e hilariante sobre um amor que foi por água abaixo.” – Kirkus Reviews

Termino dizendo que chorar e rir são alternâncias necessárias à vida em geral e, como a regra da crase, quase ninguém entende, nem eu. Portanto, ler esse delicioso manual de instruções escrito pelo grande Lemony Snicket (Autor da saga Desventuras em Série) é padecer não no paraíso, mas sim nos sintomas do coração partido, doença esta sem cura nem remédio, muito menos fuga.

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assinatura adler

Carpe Diem

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