Ser princesa, fala sério?

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A autora do público teen mais comentada no Brasil por sua série de livros infantojuvenis, “Fala sério?”, apresenta ao público seu primeiro livro exclusivamente infantil. Por que só as princesas se dão bem? é o livro de estreia de Thalita Rebouças para essa faixa etária. Ele foi escrito em homenagem à sua afilhada, Beatriz, que se torna a personagem principal deste novo trabalho da escritora.
A história é muito simples: Bia, a personagem do livro, na hora de dormir, ouve mais uma historinha de princesas contada pela mãe. Contudo, na hora de se preparar para dormir e com a mãe ainda lhe contando a história, Bia que é muito “perguntadeira”, começa a questionar a mãe sobre por que só as princesas se dão bem, por que somente as princesas se casam com o príncipe encantado?, se um dia ela também vai ter um príncipe encantado?
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Não somente o príncipe, mas a vontade de ser princesa de Bia vai se transformar em sapo. Como assim? Sem resposta a tantas perguntas, a mãe de Bia se despede da filha e lhe diz que já é hora de dormir.
E assim, como num conto de fadas, ops!, como numa história de princesas, de uma hora para outra, Bia não era mais uma menina comum. Ela agora era uma princesa. Vestido de princesa, joias de princesa, sapatos de princesa, coroa de princesa e… cabelo de princesa.
É neste momento que a menina descobre como ser princesa pode ser muito chato e difícil. Durante o sonho, Bia migra para dentro do livro da história contada pela mãe. No palácio real, ela descobre quantas coisas são necessárias para ser uma princesa: pessoas lhe dizendo em todo tempo como ela deve se vestir, como ela deve se comportar; o que ela deve comer; o que ela pode ou não pode fazer; o que ela pode ou não pode dizer; pois cada erro seu, pode ser alvo dos paparazzi, e ela pode passar uma imagem ruim perante os seus súditos. Diante de uma rotina tão rigorosa e de uma vida tão regrada, como é a vida de princesa, com os sapatos machucando os pés e as roupas apertando sua “pança”, Bia não aguenta e solta um pum! Mas princesa não solta pum! Mas Bia quer ter o direito de soltar o seu pum, quando sente vontade. Rapidamente ela é corrigida e cerceada por suas assistentes. Princesas têm muitas assistentes e o tempo todo. Bia não aguenta tanta coisa que precisa ser feita, mesmo sendo uma menina, e começa a fazer milhares de perguntas, mas também é orientada de que princesas não fazem perguntas, elas cumprem, no máximo, o seu papel de princesa.
A menina fica cansada de ser princesa. E o estopim dessa vida de realeza acontece quando ela descobre que tem um príncipe à sua espera, mas que só poderá vê-lo dentro de cinco dias, depois que ele retornar de sua viagem. Então, mesmo menina, ela toma uma decisão: Ser princesa, fala sério?
No seu dia de princesa, Bia descobriu que bom mesmo é ser uma menina comum, que pode andar com o cabelo descabelado, falar alto, comemorar um gol do seu time pulando feito louca, abraçar forte quando tiver vontade, comer sem ser fotografada. Bastou um dia de princesa para Bia descobrir que o importante é ser feliz do jeito que a gente é.
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Era muita princesa para pouca menina. Bia quer mesmo é voltar a ser uma menina comum, uma criança com o seu próprio jeito. Esta é a grande mensagem do livro que, para criança, ficou numa linguagem muito simples de entender. Falando, mas sem falar diretamente, Thalita passa a mensagem para o público infantil de que é legal ter as suas diferenças, de que é legal e importante ser do jeito que se é, de que precisa bloquear os estereótipos que, neste caso, é o sonho de toda menina ser princesa. Que não é somente pertencer a uma realeza. Ser princesa não é do jeito que sempre ensinam, até pela história contada pela mãe, de como é ser princesa: ter sempre o cabelo liso, as melhores roupas e sempre um sorriso no rosto, porque princesas nunca ficam tristes, princesas nunca perdem a linha, princesas sempre se dão bem! Bia descobre que nem sempre…
Este livro é muito criança, muito simples e, o que impressiona nele, são as gravuras. Acredito que as crianças vão gostar muito de como as ilustrações são coloridas e bem desenhadas, feitas por Fabiana Salomão. As crianças devem gostar muito não somente da historinha, mas do traçado dos desenhos. Uma obra lindíssima para o público infantil e, mais uma vez, um acerto de escolha feito por Thalita Rebouças que, mesmo escrevendo para crianças, no seu primeiro trabalho voltado ao público infantil, não deixou de lado o bom humor característico de seus textos.
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Escritor, profissional de saúde e
apaixonado por leitura e por bons
livros!
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