Sétima Arte #9: O Grande Hotel Budapeste

FICHA TÉCNICA

Filme: O Grande Hotel Budapeste
Ano de Lançamento: 2014
Direção de Wes Anderson
Roteiro de Wes Anderson
Elenco: Ralph Fiennes, Adrien Brody, Willem Dafoe, Saoirse Ronan, Edward Norton, Jude Law, Bill Murray, Owen Wilson, Tilda Swinton, Léa Seydoux, F. Murray Abraham e Tony Revolori.
Duração/Gênero: 99 minutos/ comédia 

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grande hotel budapeste

 

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“Os poemas são pássaros que chegam
não se sabe de onde e pousam
no livro que lês.
Quando fechas o livro, eles alçam vôo
como de um alçapão.”
(Mário Quintana, Trecho de Os Poemas)

 

“Vou-me embora pra Pasárgada
Vou-me embora pra Pasárgada
Aqui eu não sou feliz
Lá a existência é uma aventura”
(Manuel Bandeira, Trecho de Vou-me Embora pra Pasárgada)

 

 

O Grande Hotel Budapeste conta a história do excêntrico concierge Gustave (Ralph Fiennes) de um hotel localizado na fictícia Hungria de Wes Anderson, chamada de República de Zubrowka, e do novo mensageiro (Tony Revolori, de 16 anos!) do grandioso hotel. Durante o filme o concierge e o mensageiro envolvem-se em uma trama enroladíssima que envolve um roubo de um quadro renascentista e uma briga pela fortuna de uma falecida cliente do hotel, em meio às transformações entre as duas guerras mundiais.

            Em alguns filmes o recurso estético é utilizado para compensar a falta de história a ser narrada (vide alguns blockbusters atuais, que ainda usam de uma maneira horrorosa o 3D). Mas, em O Grande Hotel Budapeste tem um casamento perfeito da direção de arte, fotografia e da trilha sonora com uma narração acelerada, mas, que de forma alguma atrapalha o andamento do filme e as atuações magníficas dos atores; alguns atores, inclusive, aparecem em uma ou duas cenas, não obtendo tanto destaque na trama, como é o caso de Léa Seydoux.

            O filme é um grande poema visual, cada minuto é um mundo mágico deleitante que vai se desenhando, com cenas que parecem ter saído de algum livro de conto de fadas transcendente; O Grande Hotel Budapeste de Wes Anderson é a Pasárgada de Bandeira. Ao assistir o filme você se sentirá transportado ao seu local favorito e lendo o seu livro favorito e sentirá um pouco da síndrome de Meia-noite em Paris de Woody Allen: O desejo de ir, a qualquer custo, para o mundo de Wes Anderson, por que “O presente é isso mesmo. É insatisfatório. Porque a vida é insatisfatória” e Wes Anderson torna a vida mais rosa e mais satisfatória.         

           

Frases do filme:

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Ainda resta uma centelha fraca de civilização neste matadouro selvagem que já foi conhecido como humanidade

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Quando o destino de uma grande fortuna está em jogo a ganância dos homens se espalha como um veneno na corrente sanguínea

 

Trailer do filme:

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Curta-metragem complementar ensina receita do filme:

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assinatura maria

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