Universo Paralelo #6: Crítica: A Culpa é das Estrelas (filme)

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A Culpa é das Estrelas (The Fault in our Stars)

Direção: Josh Boone

Elenco: Shailene Woodley (Hazel Grace Lancaster), Ansel Elgort (Augustus Waters), Nat Wolff (Isaac), Willem Dafoe (Peter Van Houten), Laura Dern (Sra. Lancaster), Sam Trammel (Sr. Lancaster), Lotte Verbeek (Lidewij Vliegenthart).

Avaliação no IMDb: 8,6/10

Avaliação no Rotten Tomatoes: 82% de aprovação

Sinopse:

Diagnosticada com câncer, a adolescente Hazel Grace Lancaster se mantém viva graças a uma droga experimental. Após passar anos lutando com a doença, ela é forçada pelos pais a participar de um grupo de apoio cristão. Lá, conhece Augustus Waters, um rapaz que também sofre com câncer. Os dois possuem visões muito diferentes de suas doenças: Hazel preocupa-se apenas com a dor que poderá causar aos outros, já Augustus sonha em deixar a sua própria marca no mundo. Eles acabam se apaixonando, enquanto tentam se manter otimistas e fortes diante das adversidades do câncer.

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Enquanto esperava o início da sessão de A Culpa é das Estrelas, pude ver muitas das pessoas da sessão anterior deixando a sala de cinema às lágrimas. E na minha sessão não foi diferente, principalmente entre os fãs. Apesar da combinação “romance adolescente+doença grave” explorada à exaustão nos cinemas, o filme surpreende mesmo quem não gosta do gênero.

A Culpa é das Estrelas é a adaptação cinematográfica do livro homônimo de sucesso de John Green, que se tornou muito popular no Brasil. O livro traz o romance de dois adolescentes com câncer que tentam prosseguir suas vidas com otimismo diante da doença que enfrentam. Cheio de reflexões sobre a vida, sarcasmo e diálogos filosóficos, o livro conquistou principalmente o público adolescente. Quem teve o desafio de levar essa história para as telas foi o diretor Josh Boone (Ligados pelo Amor), que com a ajuda de John Green, o autor, conseguiu fazer uma adaptação divertida e emocionante com importantes lições de vida, sem se perder nos clichês de filmes do gênero.

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Pode-se perceber que a decisão de colocar Green como um dos roteiristas foi muito importante para a adaptação. Em seus 126 minutos, o filme é dinâmico e não perde o foco, com cenas bem selecionadas e deixando de lado detalhes dos livros que não se encaixariam bem. Já que nos livros a história é contada por Hazel, a inclusão dos pensamentos da protagonista e os balões de fala para as mensagens de texto do celular são adequados e bem feitos. A direção de Boone não decepciona, e a trilha sonora bem pop foi colocada nos momentos certos.

Um dos destaques desse filme são as atuações. Shailene Woodley, muito elogiada por Os Descendentes e The Spectacular Now e estrela de Divergente, entrega uma ótima atuação, mostrando a Hazel irônica e madura do livro, assim como bem consciente de sua vida e da doença que porta. Ansel Elgort (Divergente e Carrie), antes criticado por ter sido escolhido para interpretar Augustus, surpreende com uma atuação extremamente competente, levando às telas um personagem carismático e muito cativante. Nat Wolff, como Isaac, é responsável por algumas das cenas mais cômicas e interpreta muito bem seu papel. Destaque também para Laura Dern e Sam Trammel, como os pais de Hazel, que passam com convicção a experiência de pais cujos filhos lutam contra o câncer, e para Willem Dafoe, como o problemático Peter Van Houten. 

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A capacidade de emocionar e envolver de A Culpa é das Estrelas está justamente na empatia que se cria com os personagens. Hazel e Augustus fogem da tradicional autopiedade que é comum em tramas que envolvem câncer e são honestos em relação à doença que portam e conscientes de que é possível viver apesar dela. Com diálogos inteligentes, carregados de ironia e sinceridade, os personagens criativos e cativantes fazem a história ser mais do que um romance dramático clichê, e discutem abertamente sobre a morte e as perspectivas de uma pessoa em tal situação, deixando lições de vida e superação para todos os públicos.

Nota: 4/5

Uma adaptação muito fiel ao livro, dinâmica, com ótimas atuações e uma história cativante.

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assinatura karen caires

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4 thoughts on “Universo Paralelo #6: Crítica: A Culpa é das Estrelas (filme)

  1. Oi Karen!
    Eu amei a adaptação e fiz questão de reler o livro um dia antes de ir na sessão ahaha sou muita chata com filmes sobre livros e fiquei muito feliz de não ter me decepcionado com ACEDE! Para mim os maiores destaques foram o Ansel (acho que ele nasceu para ser o Gus) e o Natt Wolf (que prestei bastante atenção por ele ter sido escolhido para fazer a adaptação de Cidades de Papel).

    Beijos
    Débora – Clube das 6
    http://www.clubedas6.com.br/2014/06/caixa-de-correio.html

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    • Oi, Débora! Também sou exigente com adaptações (Percy Jackson é um trauma até hoje). Realmente a atuação do Ansel surpreendeu, e o Nat Wolff teve as melhores cenas cômicas do filme. Espero ler Cidades de Papel em breve, assim como “Quem é Você, Alasca?”, que se não me engano também pode ser adaptado para os cinemas.

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    • Oi! Realmente a presença do autor no processo de produção ajuda bastante no roteiro, bons exemplos são a influência de J.K. Rowling nos filmes da série Harry Potter e de Suzanne Collins trabalhando em parceria com o diretor Francis Lawrence em Em Chamas. Espero que as adaptações dos outros livros dele também sejam fiéis.

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