Universo Paralelo #5: X-Men: Dias de Um Futuro Esquecido

 

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X-Men: Dias de Um Futuro Esquecido

Direção: Bryan Singer

Elenco: Hugh Jackman, James McAvoy, Michael Fassbender, Jennifer Lawrence, Patrick Stewart, Ian McKellen, Nicholas Hoult, Peter Dinklage, Ellen Page, Halle Berry, Evan Peters, Shawn Ashmore, Josh Helman.

Avaliação no IMDb: 8,6/10

Avaliação no Rotten Tomatoes: 92% de aprovação

Sinopse:

No futuro, os mutantes são caçados impiedosamente pelos Sentinelas, gigantescos robôs criados por Bolívar Trask (Peter Dinklage). Os poucos sobreviventes precisam viver escondidos, caso contrário serão também mortos. Entre eles estão o professor Charles Xavier (Patrick Stewart), Magneto (Ian McKellen), Tempestade (Halle Berry), Kitty Pryde (Ellen Page) e Wolverine (Hugh Jackman), que buscam um meio de evitar que os mutantes sejam aniquilados. O meio encontrado é enviar a consciência de Wolverine em uma viagem no tempo, rumo aos anos 1970. Lá ela ocupa o corpo do Wolverine da época, que procura os ainda jovens Xavier (James McAvoy) e Magneto (Michael Fassbender) para que, juntos, impeçam que este futuro trágico para os mutantes se torne realidade.

Ao entrar na sala de cinema, estava com expectativas bem altas para o novo filme dos X-Men. Com uma forte divulgação, adaptação de umas das histórias mais icônicas dos quadrinhos dos mutantes, e o ótimo elenco mais jovem reunido ao elenco original? Esse filme tinha tudo para dar certo, e tudo para dar errado. Por quê? Simplesmente por que a franquia X-Men, incluindo os spin-offs do Wolverine já lançados, tem a cronologia mais bagunçada que se pode imaginar, pelos incontáveis “furos” no roteiro, incoerências que não foram explicadas que atrapalhavam o desenvolvimento da história. Buscando corrigir esses problemas e contar uma importante história das HQs, posso dizer que Bryan Singer fez um bom trabalho e atingiu os objetivos esperados para esse que é um dos lançamentos do ano.

Primeiramente: esqueça os péssimos X-Men 3: O confronto Final e X-Men Origens: Wolverine. Aparentemente, esses dois filmes foram ignorados da cronologia que conta com os eventos ocorridos em: X-Men, X-Men 2 e X-Men: Primeira Classe. Portanto, não se surpreenda se vir alguns personagens ainda vivos ou com certas características (evitando spoilers). Além disso, o filme apresenta diferenças em relação aos quadrinhos, nos quais a pessoa enviada ao passado não é Wolverine, mas sim a Lince Negra, Kitty Pride.

Esse filme é uma sequência do ótimo X-Men: Primeira Classe, que conta a origem de alguns membros integrantes da formação original, mostrando alguns dos mutantes já conhecidos do público em suas versões mais jovens. Primeira Classe conseguiu renovar as esperanças de uma franquia que havia até então sido finalizada de forma desleixada em X-Men 3. Com um ótimo roteiro e atuações marcantes, consegue mesclar ação e drama na medida certa e permite conhecer o passado de Charles e Eric (Professor Xavier e Magneto), além de mutantes icônicos como Mística, interpretada com qualidade por Jennifer Lawrence.

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A trama do filme se baseia na viagem do tempo realizada para mudar o curso da história em um futuro distante, no qual os mutantes são impiedosamente caçados pelos robôs Sentinelas e os poucos que restam vivem em constante fuga. Com a ajuda de Kitty Pride, A Lince Negra, Wolverine tem sua consciência mandada ao passado, por volta de 1970, para impedir que certo evento desencadeie a construção dos Sentinelas e a perseguição aos mutantes.

Embora o roteiro não seja tão original quanto o de Primeira Classe, consegue atingir os objetivos para corrigir a cronologia dando um sentido aos acontecimentos passados e uma base para os futuros, além de ser envolvente e dinâmico. São trabalhadas as questões relacionadas aos mutantes como minoria, e os iminentes conflitos com os humanos. Enquanto um Xavier cheio de conflitos internos e arrependimentos, interpretado com competência por James McAvoy, busca ser pacífico e tolerante, os métodos de Eric Lehnsherr, o Magneto (com uma atuação impressionante de Michael Fassbender), são mais radicais ao afirmar que a superioridade dos mutantes em relação à raça humana. Nesse filme há uma grande participação da Raven/Mística, vivida muito bem por Jennifer Lawrence, sendo esta movida pelo ódio, inconsequente e dividida entre o radicalismo de Erik e o pacifismo de Charles. Apesar de ser um dos “protagonistas” do filme (se é que se pode dizer isso com um elenco tão grande e competente), o Wolverine de Hugh Jackman, apesar da ótima atuação, tem participação mais moderada, um alívio para mim, já que frequentemente ele era sempre o foco das atenções nos filmes da franquia. Peter Dinklage, mais conhecido por interpretar Tyrion em Game of Thrones, não deixa a desejar em nenhum momento em sua performance. Outro personagem com mais tempo em tela é o Fera, interpretado muito bem por Nicholas Hoult, ressaltando sua fidelidade a Charles, mesmo com esse em uma deplorável situação. Dias de Um Futuro Esquecido acerta na construção dos personagens, suas motivações, e como isso os modifica no percurso da história.

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Um dos pontos altos do filme é justamente o grande elenco que o compõe, tanto o jovem quanto o original. McAvoy e Patrick Stewart, interpretando as versões do passado e do futuro do Professor Xavier, respectivamente, e Michael Fassbender como a jovem versão do Magneto de Ian McKellen, fazem um trabalho incrível, tanto nos dramas (bem trabalhados, por sinal) vividos por seus personagens quanto nas cenas de ação, muito bem construídas. Jennifer Lawrence, muito marcante em cada cena da qual participou, também fez um ótimo trabalho. Embora não seja possível aproveitar muito bem todos os personagens devido à quantidade de mutantes, cada um exerce bem o seu papel, permitindo que os poderes de cada um possam ser apreciados (fato esse valorizado pela tecnologia 3D). As cenas de ação dos mutantes do futuro são ótimas, e destaco aqui a mutante Blink, com ótimas sequências de ação. Já no passado, as cenas de Magneto foram impressionantes, e a participação de Mercúrio, apesar de pequena, foi marcante e nos entregou a melhor cena do filme.

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Sendo consistente dos momentos de drama e competente nas sequências de ação, Dias De Um Futuro Esquecido tem muitas reviravoltas, e não perde o foco durante as duas horas de filme. Além disso, tem vários momentos cômicos, com bons diálogos e sem esforço. É de fato um dos melhores filmes dos X-Men (talvez o melhor, não entrarei nessa discussão), e certamente é uma ótima e marcante experiência, um dos melhores filmes do ano até então.

Nota: 8,5/10

P.S: Só uma dica: espere até o fim dos longos créditos. Há uma pequena cena mostrando o vilão Apocalypse, que aparecerá no próximo filme da franquia a ser lançado em 2016, X-Men: Apocalypse.

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assinatura karen caires

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