[Resenha] O Caçador de Pipas – Khaled Hosseini

Título: O Caçador de Pipas
Autor: Khaled Hosseini
Editora: Globo
Edição: 2ª
Ano da edição: 2013
Número de páginas: 368
Tradução: Claudio Carina

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Capa da edição de 2013.

 

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O Caçador de Pipas é, sem dúvidas, a principal obra de Khaled Hosseini, romance lançado em 2003 e adaptado para o cinema em 2007. O livro tem linguagem simples e escrita envolvente, deixando os leitores curiosos com a trama.

Ele conta a história de Amir, garoto afegão de família rica e Hassan, apresentado como melhor amigo de Amir e filho de Ali, empregado da família. O livro começa quando os dois ainda são crianças. Amir é descrito como uma criança sem nenhum atrativo. Seu porte físico é normal, não é rápido, forte ou corajoso. Hassan, seu amigo, é colocado como: corajoso, ágil e dedicado a Amir, seu pequeno amo. Apesar da grande amizade dos dois, Amir tinha inveja da atenção que seu pai dava a Hassan. Amir não entendia como seu pai podia demonstrar mais carinho por um garoto hazara (povo de origem mongol que mora no centro do Afeganistão) de lábio leporino.

Na história do livro, existe a tradição anual de uma competição de caçadores de pipas, e Amir participa da competição junto com Hassan. Apesar de o garoto hazara ter o trabalho de caçar as pipas que são cortadas por Amir para exibir como troféu, ele não recebe nenhum reconhecimento por isso. Por fim, Amir e Hassan são campeões do torneio, e na ocasião Amir vê seu pai lhe sorrindo, mostrando carinho pelo filho. No meio tempo, Hassan corre em busca da última pipa que caiu para entregar a Amir, entretanto um terceiro personagem é apresentado, Assef.

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Assef é um garoto cruel e impiedoso, racista e com ódio declarado aos Hazaras. E ele encontra Hassan assim que o mesmo encontra a última pipa. Impiedoso como é, Assef violenta Hassan de forma brutal e cruel, enquanto Amir assiste escondido, paralisado de medo.

A partir de então a trama é desenvolvida em cima dos arrependimentos de Amir em não ter ajudado seu amigo, e fatos históricos reais sobre o Afeganistão, trazendo revelações inesperadas e surpreendentes. O final do livro é visto de diferentes formas, algumas pessoas o consideram um final feliz, outras não. A meu ver, o final do livro é dramático, mas esperançoso, de forma que, talvez, as coisas ainda possam dar certo.

A leitura, apesar de simples, é densa por conta da violência e da riqueza de detalhes, que colaboram para que a obra seja excelente. Uma das leituras que mais gostei em 2013, um livro que, mesmo sendo ficção, nos faz refletir sobre nossas escolhas diárias.

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Leandro Testoni

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