Jogos Vorazes: Em Chamas – A revolução assistida em pré-estreia

“Diga-me, você mataria para salvar uma vida?”
– Thirty Seconds to Mars, ‘Hurricane’

É possível iniciar uma revolução por pura teimosia, por vontade de sobreviver e não obedecer a regras que não nos fazem o mínimo sentido? Que preço você estaria disposto a pagar para proteger quem ama? Seria capaz de inventar um amor para proteger o amor que ninguém inventou, mas que é de verdade? Quem assistir a Jogos Vorazes: Em Chamas (The Hunger Games: Catching Fire), vai descobrir as respostas para todas essas perguntas. O longa, que dá sequência à saga da autora Suzanne Collins no cinema, veio como o incêndio que se inicia logo após uma pequena fagulha. É fato que a trilogia literária de Collins já havia atingido o status de best-seller quando o primeiro filme estreou, mas é com Em Chamas que a revolução se inicia, dentro e fora da telona.

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A direção agora fica por conta do austríaco Francis Lawrence, responsável por blockbusters como Eu Sou a Lenda e Constantine e que, apesar do sobrenome, não tem parentesco com a estrela da saga, Jennifer, que agora vive uma Katniss atormentada pelo preço da vitória, revendo constantemente em pesadelos os eventos horríveis pelos quais passou na arena dos Jogos. Quase um ano se passou e, às vésperas de iniciar a turnê dos vitoriosos, ela recebe a árdua tarefa de convencer não só o povo de Panem, mas o vilanesco presidente Snow, de que seu então inventado romance com Peeta (Josh Hutcherson) seria de fato real e, com isso, conter a comoção nos distritos, que começam a se organizar para afrontar mais uma vez a Capital. Quando descobre que ao se posicionar contra as ordens nos últimos Jogos, fazendo com que o governo escolhesse entre dar ao povo dois vitoriosos ou nenhum, com o simples ato de ameaçar engolir nightlocks, as frutinhas venenosas, Katniss percebe que sua missão não é tão simples assim e que seus atos serviram de inspiração para algo maior. E a questão, que antes era simplesmente saber como agir para convencer Snow agora se transforma na decisão entre ficar e se posicionar contra o controle da Capital, que fica cada vez pior, ou tentar fugir.

Entretanto, antes que Katniss consiga escolher, Snow vira o jogo, pois é ano de Massacre Quaternário, o que significa que a cada 25 anos acontece uma edição especial dos Jogos, com alguma nova regra aleatória inventada. E como Snow sabe que Katniss é a única mulher vitoriosa do Distrito 12, ele dá a cartada que pode acabar com ela: o sorteio dos participantes da 75ª edição dos Jogos Vorazes será feito dentre a população existente de vitoriosos dentro de cada Distrito. Agora, para que possa sobreviver, Katniss precisará perceber quem é o verdadeiro inimigo ao se defender de uma legião de vitoriosos que sabem estar retornando à arena por culpa dela.

Se seu predecessor, Jogos Vorazes, de 2012, foi sucesso suficiente para render as continuações, Em Chamas vai muito além. Ele é uma revolução. Um dos melhores filmes advindos de Hollywood em 2013 e uma belíssima adaptação da obra literária, mesmo com alguns cortes no tempo da trama com relação ao romance de Collins, decisão dos roteiristas Simon Beaufoy (127 Horas, Quem Quer Ser Um Milionário) e Michael Arndt (Toy Story 3, Pequena Miss Sunshine). E a dita revolução acontece fora das telas na forma da bilheteria recordista: estreou em primeiro lugar nos EUA e já faturou 26.2 milhões de Dólares.

No Brasil, a estreia aconteceu uma semana antes e deu o que falar. Enquanto os americanos esperavam ansiosamente para rever Katniss no cinema, os fãs brasileiros, que lotaram os cinemas de todas as capitais na noite de estréia, no feriado de 15 de Novembro, fazendo filas quilométricas na entrada das salas e no balcão das bombonières, aplaudindo, gritando, suspirando por Lawrence e pelos dois garotos da trama, Hutcherson e Liam Hemsworth, também lotaram as imagens diárias de contagem regressiva para a estreia americana no dia 22 de Novembro, postadas na página oficial do filme no Facebook com comentários irônicos, contando vantagem quanto ao fato de que o Brasil assistiu Em Chamas antes dos EUA. Nós vimos a revolução acontecer na pré-estreia.

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