A Fantástica Fábrica de Chocolate: dica para o feriado de Páscoa

E já que estamos em clima de Páscoa, vou dar algumas dicas literário-achocolatadas para o feriado! 🙂

Toda vez que penso em chocolate e literatura, lembro-me de um filme que vi muito na infância: A Fantástica Fábrica de Chocolate, baseado na obra de Roald Dahl cujo título original em inglês é Charlie and the Chocolate Factory.

o livro

O livro, publicado em 1964, conta a história de um menino muito pobre, chamado Charlie Bucket, que vivia com seus pais e seus quatro avós. Charlie sempre escuta diversas histórias de seus avós, principalmente de vovô Joe, que gosta de falar sobre o senhor Willy Wonka e sua famosa fábrica de chocolate. Vovô Joe sabe muita coisa sobre a fábrica porque já havia trabalhado lá.

Os chocolates Wonka eram vendidos no mundo inteiro e faziam muito sucesso com as crianças. Com o passar do tempo, Wonka começou a suspeitar que havia espiões na fábrica tentando roubar suas receitas e entregá-las para empresas rivais. Decidiu, então, demitir todos os seus trabalhadores e anunciou que estava saindo do negócio de doces para sempre.

Um dia, a fábrica retomou as operações, no entanto, suas portas permaneciam fechadas. Ninguém sabia quem trabalhava para Willy Wonka, mas se via novamente muitos produtos sendo vendidos nas grandes lojas de doce novamente.

Até que surge um concurso mundial: cinco bilhetes dourados são escondidos sob os invólucros de seus chocolates e o prêmio para quem os encontrar é um dia de visita à fabrica de chocolates Wonka. A partir daí, há uma corrida pelos bilhetes dourados e cinco crianças visitam a fábrica e descobrem o grande segredo de Willy Wonka!

O livro é bastante conhecido e possui uma linguagem fácil e espontânea, conquistando leitores de todas as idades.

Willy Wonka and the Chocolate Factory (1971)

"A Fantástica Fábrica de Chocolate", de Mel Stuart (1971).

Essa história já mereceu duas adaptações para o cinema: a primeira em 1971 chama-se Willy Wonka and the Chocolate Factory, conta com Gene Wilder como o Sr. Wonka no elenco. Não é uma versão totalmente fiel ao livro: no filme não existe a figura do pai de Charlie, por exemplo. O roteiro introduz cenas ao redor do mundo da frenética corrida pelos bilhetes dourados, mostrando nacionalidades diferentes ao ganhadores. Michael e Violet são norte-americanos, Veruca é britânica e Augustus é alemão ocidental. A ação dentro da fábrica é praticamente a mesma que a narrativa do livro, com a inclusão de um problema moral que Charlie precisou resolver para ganhar o prêmio.

Charlie and the Chocolate Factory (2005)

"A Fantástica Fábrica de Chocolate", de Tim Burton (2005)

A segunda versão é do ano de 2005, dirigido por Tim Burton e com Johnny Depp no papel de Willy Wonka. Charlie and the Chocolate Factory manteve-se mais fiel ao livro em termos de narrativa (até o título foi mantido). A família de Charlie aparece completa e as histórias de vovô Joe são apresentadas no filme e não apenas narradas por esse personagem. Há também uma história paralela que explica o passado de Willy Wonka, presente apenas nessa versão de 2005.

As diferenças apresentadas entre a obra literária e as duas versões cinematográficas se devem à própria época em que elas surgem. A história é a mesma: um garoto pobre consegue realizar os seus sonhos por ser uma boa criança.

É comum na obra de Dahl a presença de canções, característica essa mantida nos dois filmes. A versão de 1971, contudo, é a única que utiliza uma das canções do livro. Tanto as canções do livro quanto as do primeiro filme assemelham-se às nurserys rhimes inglesas: possuem estrofes fáceis, ritmo simples e constante e apresentam uma lição de moral. Na versão de Tim Burton isso não acontece.

Preferiu-se uma estrutura mais moderna em que cada canção possui um ritmo próprio.

Também ocorreram mudanças em pequenos detalhes na narrativa entre os dois filmes que não condizem mais com a moral dos anos 2000. No primeiro filme, vovô Joe cede o dinheiro do seu cigarro para Charlie comprar um chocolate, o que não acontece no segundo filme. A personagem de Michael também sofre mudanças: se no primeiro filme ele era um menino viciado em televisão e em filmes violentos, na versão de 2005, Michael é um menino superdotado viciado em vídeo-games.

Por motivos sentimentais, gosto mais da versão de 1971, mas acho as duas igualmente boas!

Acho que esta é uma boa dica para aproveitar o feriado, tenho certeza de que vocês vão amar!

Abaixo, os Oompas Loompas cantando, cena cláááááássica de 1971!

Visite A Fantástica Fábrica de Chocolate (2005) no site da Warner Bros, clicando aqui!

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