Robinson Crusoe, de Daniel Defoe

Hoje estamos comemorando os 293 anos da publicação da obra Robinson Crusoé, de Daniel Defoe. Você já leu este livro?

Robinson Crusoe é um romance escrito por Daniel Defoe e publicado originalmente em 1719 no Reino Unido. A obra, narrada em primeira pessoa, conta a história de um jovem náufrago que vai esbarrar em uma ilha deserta, sendo o único sobrevivente de um desastre que destruiu o navio onde viajava e matou toda a tripulação. Crusoé passou 28 anos em uma remota ilha tropical próxima a Trinidad, encontrando canibais, cativos e revoltosos antes de ser resgatado.

Embora seja categorizado como livro de aventura, é também uma obra que suscita grande reflexão sobre temas como a solidão, a fé, lucidez e perseverança.

Daniel Defoe

O título original da obra é gigantesco: The Life and Strange Surprizing Adventures of Robinson Crusoe, of York, Mariner: Who lived Eight and Twenty Years, all alone in an uninhabited Island on the Coast of America, near the Mouth of the Great River of Oroonoque; Having been cast on Shore by Shipwreck, wherein all the Men perished but himself. With An Account how he was at last as strangely deliver’d by Pyrates, tendo sido lançada em Lisboa à época em edição traduzida para o português e cujo título era Aventuras de Robinson Crusoé.

No mesmo ano, foi lançada a segunda e menos conhecida parte do romance, intitulada The Farther Adventures of Robinson Crusoe, Being the Second and Last Part OF His Life, And of the Strange Surprising Accounts of his Travels Round three Parts of the Globe e cujo título então em português foi Vida e Aventuras admiráveis de Robinson Crusoé, que contém a sua tornada à sua ilha, as suas novas viagens, e as suas reflexões.

Supõe-se que o enredo básico tenha sido influenciado pela história de Alexander Selkirk, um náufrago escocês que viveu durante quatro anos em uma ilha do Pacífico chamada “Más a Tierra” (renomeada em 1966 para Ilha Robinson Crusoe). Os aspectos da ilha onde Crusoe viveu provavelmente foram baseados na ilha caribenha de Tobago.

No final do século XIX, nenhum livro na história da literatura ocidental tinha mais reimpressões e traduções do que Robinson Crusoe, com mais de 700 versões alternativas, incluindo edições infantis sem texto, apenas com imagens.

A história de Robinson Crusoe possui também várias versões cinematográficas. Uma delas, de 1954, foi dirigida por Luís Buñuel.

versão de cinema (1954)

Outra, de 1997, foi dirigida por George Miller e conta com Pierce Brosnan (aquele ator que fez os últimos 007) no elenco.

versão cinematográfica de 1997

Confesso que eu ainda não tive a oportunidade de assistir a esses filmes, mas pelos comentários positivos que li, fiquei bastante curiosa!!!

Como vocês já devem ter percebido, gosto de fazer um paralelo entre cinema e literatura. Priorizo sempre a literatura pois acho que a leitura sempre é mais rica e, claro, as imagens são construídas pela nossa mente… A gente consegue dar asas à imaginação durante a leitura, não acham? Pois é. Mas o cinema é uma arte interessante também e ao contrário do que muita gente fala, eu acho que adaptar uma obra para o cinema ou fazer uma releitura de uma obra é INTERESSANTE SIM! Óbvio que muitos detalhes do livro são perdidos. Em compensação, ganhamos vendo a interpretação de bons atores, escutando a trilha sonora e curtindo os efeitos especiais! Qualquer hora eu comento mais sobre isso em outro post…

Voltando à obra de Defoe, penso que, o filme O Náufrago, com Tom Hanks, possui uma história bastante semelhante (em alguns aspectos) à de Robinson Crusoe. É sobre um funcionário de uma empresa de correios (na verdade, FedEx) que sofre um acidente de avião ao levar uma remessa e cai no mar. Consegue se salvar e vive durante alguns anos numa ilha. Além de todas as dificuldades de sobrevivência, o náufrago deve se adaptar a uma vida de solidão na ilha. Após, um novo desafio: como voltar à vida na civilização?

Eu sou suspeita para falar de qualquer filme em que o Tom Hanks esteja no elenco pois acho ele um ator SENSACIONAL!! Mas acho interessante fazer um paralelo de leituras, ou seja, ler o Robinson Crusoe, assistir às adaptações da obra para o cinema e, depois, assistir ao filme O Náufrago , que é praticamente um Robinson Crusoe do século XXI. :)

Deixo para vocês, então, o trailer de O Náufrago:

Beijinhos

Ana Karina

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